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22 de setembro de 2011

Evento promove espaço cultural na cidade

 
A noite de domingo, 18, foi embalada com som, imagem e poesia. O TransvesARTE uniu vários tipos de expressões culturais em um evento promovido pelo Coletivo 103, no Espaço Cultural e Acadêmico Fernando Sabino, na UFV. Olhares atentos do público procuraram a cada instante aproveitar as obras de artistas de Viçosa (MG), Belo Horizonte (MG), Sabará (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e São João da Boa Vista (SP).

As exposições que receberam os visitantes no Hall do prédio mesclaram fotografias, ilustrações e poesia. Os artistas Luísa Bertrami D’Angelo, Bianca Isabel de Sá, Coletivo Fora das Bordas por meio das fotografias encantaram o público. Estava exposto também o acervo da revista eletrônica paulista Sans Nom. As ilustrações ficaram por conta de Thales Gaspari e Tom Amaral. Ainda os presentes puderam ver o #VaraldaArte, onde poemas do Fora do Eixo Letras podiam ser lidos.


 
Além disso, houveram exibições de curtas, performance e a apresentação de uma banda. O espaço de apresentações foi invadido primeiro pelo Coletivo Kinoia. O grupo apresentou dois vídeos. O primeiro trazia o debate da diferença entre o cinema e o teatro. “Eu, caio.” foi o segundo curta da noite, que mostrou na prática o dialogo entre essas artes com a composição de atuação e reprodução de imagens. O Coletivo Kinoia agrega artistas do Rio de Janeiro, Juiz de Fora e Barbacena.

O público presente gostou da ideia. “Acho muito bom e interessante essa iniciativa, porque traz um novo conceito de arte e diferente do que vimos no dia a dia”, aprova o estudante de Direito da UFV, Luciano Portugal.
“Autopsiar-me” do dançarino Paulo Cézar mostrou que a junção das artes é possível em um único espetáculo. O artista preenche todo o palco com dança e texto, com uma pitada de amor, suscitando amor, alegria e outros sentimentos. A banda 4Intrumental, de Sabará, fechou o TransversARTE com músicas de seu primeiro álbum.  

4 Instrumental
           O Coletivo 103 é um de grupo difusão de produção artística e cultural, vinculado ao Circuito Fora do Eixo. “Nosso objetivo é fomentar a produção cultural em Viçosa e no TransverArte nossa intenção foi proporcionar um espaço para que os artistas independentes mostrem seus trabalhos”, afirma um dos organizadores, Daniel Vieira Gomes.

Integrantes do Coletivo 103

    Se você quer saber um pouco mais sobre alguns desses artistas acompanhe aqui no blog os próximos posts sobre o evento.
#VaraldaArte




Letes e Raoni Vidal do Circuito Kinoia

Curta Eu, caio.

Autopsiar-me

Paulo Cézar





Thiago Guedes 

Paulo Rodrigues



Raul Lonari

Tiago Salgado



Texto: Bianca Damas
Fotografia: Pâmera Mattos e Ana Ventura


19 de setembro de 2011

Artesanato serve como ganha-pão para os estudantes


Pinturas em camisetas, produção de mel e pimenta, tinturas com plantas medicinais e criação de bijouterias e sandálias. Estas podem ser atividades alternativas para ganhar dinheiro no período de formação acadêmica. Os estudantes universitários geralmente dedicam quase todo o tempo diário à suas atividades estudantis. Estes alunos, por não poderem se dedicar a carga horária integral sugerida pelo mercado de trabalho, acabam procurando outra forma para aumentar as suas rendas financeiras. Uma das formas alternativas mais procuradas pelos estudantes é o artesanato.
A aluna de Pedagogia da UFV-Universidade Federal de Viçosa-, Kyvia Gregório, 25 anos, produz artesanatos há seis anos. “ Cheguei em Viçosa em 2005 e já comecei a produzir artesanatos. Hoje faço parte de um grupo de artesãos de Viçosa. Os produtos não são somente vendidos, eles podem ser também trocados entre o grupo. Se eu vendo camisetas e preciso de uma sandália, posso trocar a camiseta com outra pessoa que vende sandálias. É um sistema de cooperação.” A aluna produz camisetas pintadas à mão, tinturas com plantas medicinais e algumas roupas em crochê.
 Viçosa é uma cidade que possui diversos artesãos. Muitos destes são estudantes que, além de praticarem o artesanato como renda, consideram que esta arte manual desempenha um papel importante na representação da cultura e tradições de uma região. “O trabalho manual pode ser uma forma de prazer, além de servir como renda complementar.” disse Aristides Hernandes, artista plástico viçosense, formado pela UFMG e criador de diversos quadros cubistas expostos em Belo Horizonte.
Seja como terapia, como fonte de renda ou para preservar a cultura de um povo, o artesanato, devido ao menor investimento financeiro exigido, se comparado a outras atividades,  representa uma alternativa para os estudantes durante as suas formações profissionais. 


                                                                

                  Pâmera Mattos