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24 de novembro de 2011

Despedida

         O semestre está chegando ao fim e nós da Equipe Vozes decidimos que este é o momento de comunicarmos a você, que acompanha o blog, qual será o destino do Vozes. Para quem chegou um pouquinho depois, lembramos que o  Vozes foi uma iniciativa de três alunas do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Viçosa e foi elaborado especialmente para a disciplina Webjornalismo.

        Durante esses quase quatro meses de blog, foram muitas as experiências, os desafios e aprendizados vividos aqui. Fazer parte desse projeto desde a sua idealização foi muito prazeroso e, com certeza, vai deixar saudades. Mas, a disciplina de Web já está se encerrando e, com isso, optamos por interromper as nossas atividades por tempo indeterminado.
       Desde agosto até então, muita água já rolou por aqui. Falamos de música, fotografia, dança, artesanato e uma série de outros assuntos. 
           Portanto, como um presente de despedida, preparamos uma seleção especial de final de ano, relembrando os posts que foram mais populares durante esse breve período de existência do blog:
          Para você que chegou agora e para quem já nos acompanhava há algum tempo, há outras matérias interessantes no arquivo do blog. Dê uma passadinha lá! No mais, agradecemos ao público que acompanhou o blog por esse breve período de tempo, àqueles que nos visitaram e também a todos que contribuíram de alguma forma para o Vozes, seja comentando ou concedendo entrevistas. 

Muito obrigada! 


Um grande abraço da Equipe Vozes: 

                                                       Ana Ventura, Bianca Damas e Pâmera Mattos


28 de outubro de 2011

E o tema é...

Foto 17 da Exposição Fotográfica Japão


Fotografia. A palavra, de origem grega, evoca, ao mesmo tempo, as ideias de luz e desenho, através da composição de foto (fós) com grafia (grafis). Fotografar seria então o ato de desenhar com a luz. E quem entende um pouquinho do assunto sabe que essa definição está muito próxima de uma descrição do processo químico que envolve a elaboração da foto na câmera.  
Embora a ideia de capturar o instante provoque um inexplicável fascínio nas pessoas das mais variadas épocas e culturas, nem sempre isso foi sequer considerado como um tipo de expressão artística. Pode ser um pouco difícil de conceber, mas, principalmente durante o surgimento da fotografia no século XIX (em 1826, foi reconhecida a primeira fotografia, atribuída ao francês Joseph Niépce), vários pintores, retratistas e outros artistas observaram com desconfiança a emergência de uma nova forma de expressão. Por muito tempo, ela veio se desenvolvendo de maneira paralela, quase marginal em relação às artes plásticas, por exemplo.
Porém, é certo que muito mais pessoas entendem a fotografia como uma arte tão importante quanto a pintura, o cinema e etc. Tanto que é comum os museus de arte contemporânea abrirem espaço para exposições fotográficas temporárias - o Inhotim, localizado na cidade de Brumadinho (MG), é um bom exemplo.  
O fotógrafo e professor de ecologia da UFV, Carlos Sperber, faz parte desse notável grupo de pessoas que encara a câmera fotográfica como uma ferramenta muito útil para produção artística. E, de acordo com ele, foi justamente o gosto pela arte que despertou o seu interesse pelo assunto. Ele destaca que a arte em geral exige habilidade, dedicação, paciência e tempo do artista. Entretanto, mais do que isso, na opinião de Carlos, é imprescindível ter sensibilidade. O "olhar do fotógrafo" opera enxergando nas coisas mais simples e corriqueiras um potencial para criação de uma bela imagem.   
Admirador do trabalho de Henri Cartier-Bresson, que é considerado um dos mais importantes fotógrafos do século XX e pai do fotojornalismo, Carlos Sperber é adepto da ideia de viver cada momento. E aplica isso na fotografia. O olhar atento para aquilo que o cerca, garante ele, é o modo como a foto é concebida. O que lembra bastante a ideia do momento decisivo, difundida por Cartier-Bresson. 
Fascinado também pela cultura japonesa, Sperber explica que o interesse tem origem na sua infância. Isso porque, quando criança, ele chegou a morar no famoso bairro da Liberdade, localizado na capital São Paulo. Esse fascínio pelo Japão é compartilhado por muitas pessoas. Afinal, são poucos os lugares no mundo que conseguem manter o equilíbrio paradoxal entre o tradicional e o moderno, o novo e o velho, da mesma forma que o Japão.
Enquanto o tradicional se revela através da culinária, do origami, da cerimônia do chá, ikebana, dos templos, etc, o moderno mostra a sua cara através da tecnologia e do que hoje chamamos de cultura pop japonesa. Aí se inserem os animes e os mangás, respectivamente os desenhos animados e as histórias em quadrinhos de origem nipônica, além da moda irreverente das japonesas que desfilam pelas ruas de Shibuya e Harajuku, os famosos bairros estilosos de Tóquio. 
Incentivado por amigos, a ideia de fazer uma exposição surgiu enquanto Carlos se preparava para viajar para a terra do sol nascente. O resultado dessa inesquecível viagem está na Exposição Fotográfica Japão realizada pela Casa Mãe Jeane, que já passou pelo COLUNI e pela Estação Cultural da UFV, e segue agora no Espaço Clic Clic (que fica na Ladeira dos Operários, ou melhor dizendo: Rua Padre Serafim, 283) até o dia 01/12. Destaque para as fotos das gueixas (algumas das preferidas do fotógrafo), dos templos e do ousado estilo arquitetônico urbano japonês. 




Texto: Ana Ventura
Fotografia: Bianca Damas e Pâmera Mattos

30 de setembro de 2011

Crianças expõem suas obras de arte na UFV

Ouça a reportagem no nosso perfil no myspace:

Veja as fotos no Álbum do Picasa:  







Arte Urbana    
       A exposição dos alunos da COEDUCAR é inspirada na frase “Gentileza gera Gentileza” de José Datrino. Chamado de Profeta Gentileza, a personalidade carioca, disseminou a cordialidade por meio da arte urbana. Em 1980 ficou conhecido por suas inscrições originais, em amarelo e verde nas 56 pilastras do Viaduto Caju, no Rio de Janeiro. Suas mensagens de paz ilustraram as ruas e incentivam a gentileza entre os homens. Em sua homenagem a cantora Marisa Monte compôs a música Gentileza.

Bianca Damas